Quando a noite se oferece à vida

Quando a noite se oferece à vida
E se reúnem amigos e amores
E se desce o vinho de rubras cores
E a hora se deixa levar, esquecida

E se existem garrafas por demais
E se bocas existem tão de menos
Os copos se transmutam a pequenos
E a barreira da mente se desfaz.

Quando enfim te livrares do teu eu
Traga-te tua manhã seja o que for
Vã ventura, remorso ou mesmo dor

Só não maldiga a noite que viveu
Já que entregando a Baco teu futuro,
Beber é qual jogar dado inseguro.

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