Ó, Fortuna

Ó, Fortuna
como a lua
sempre variável,
vezes cresces
ou decresces;
vida detestável
hoje é dura
depois cura
a mente em teu jogo,
realeza
ou pobreza,
derrete em teu fogo.

Desumana
sorte insana,
na roda volúvel,
por maldade,
vã vontade
sempre dissolúvel,
sombreada
e velada,
sofro tua desdita;
costa nua,
lança tua
cólera maldita.

Nem saúde
ou virtude
ficam ao meu lado,
enfraqueço,
desvaneço,
sempre um condenado.
Aqui agora
sem demora
sintam meu castigo;
pela sorte
pende o forte,
lamentem comigo!


Livremente traduzido e adaptado de poema anônimo medieval.

Um comentário em “Ó, Fortuna

  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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