Soneto cósmico

Quem me dera fazer jus com meu verso
ao que sinto quando juntos estamos.
Ainda que passem incontáveis anos,
minha alma se encontra em corpo diverso.

Quando estamos em puro amor imersos
por entre as estrelas unidos vamos;
mais alto que o mais alto astro, subamos,
e então seremos o próprio universo.

Finalmente de novo um só elemento,
nossos dois corpos nus soltos no espaço
na eternidade que dura um momento,

no instante antes que nos vença o cansaço,
vazio de mim, mas pleno o sentimento,
deixe-me morrer pequeno em teus braços.

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  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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