Soneto invocatório

Ante os deuses somos pequenos,
temos tão pouco tempo aqui;
quem sou eu para resistir
aos desígnios da bela Vênus?

E sabendo-me ser tão fraco,
no tempo em que me perco em vinho,
em paz entrego meu caminho
ao bem-embriagado deus Baco.

Febo ilumine-me a poesia
se para os versos que eu queria
faltar-me a justa inspiração.

Seja a minha religião:
já que é preciso existir deus,
eu mesmo escolherei os meus.

Um comentário em “Soneto invocatório

  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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