O jardim do amor

Ao jardim do amor fiz minha partida
e o que eu vejo nem um pouco me anima;
uma capela foi bem no meio erguida,
onde um dia gozei da verde campina.

E os portões da capela bem trancados
e “Não farás” sobre a porta escreveram;
meus olhos de novo ao jardim voltados
onde tantas doces flores cresceram.

E são tantas sepulturas hediondas
e lápides em vez de flores vejo;
e sacerdotes de preto em rondas
atando em nós minha alegria e desejo.


Livremente traduzido e adaptado de poema de William Blake.

Um comentário em “O jardim do amor

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