Soneto sem pressa

Mesmo sabendo a vida ser tão pouca,
não preciso ter pressa para entrar:
bem sei ter garantido o meu lugar,
a ti nenhuma parte minha é mouca.

Quero beijar bem fundo tuas bocas,
teus belos lábios úmidos provar;
transformar o deserto em pleno mar
agitado em mil ondas que vêm loucas.

E terás minha boca, língua e dentes
a espalhar teu sabor e teus sentidos
de um lado ao outro e atrás e em ti presentes

até quando tiver eu conseguido
que com as tuas coxas finalmente
sem sentir ensurdeça-me os ouvidos.

Um comentário em “Soneto sem pressa

  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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