Soneto dos bebedores

Quando a noite se oferece à vida
e se reúnem amigos e amores;
e se desce o vinho de rubras cores
e a hora se deixa levar, esquecida;

e se existem garrafas por demais
para bocas que existem tão de menos,
os copos se parecem tão pequenos
e a barreira da mente se desfaz.

Quando enfim te livrares do teu eu,
traga-te tua manhã seja o que for,
doce ventura ou o remorso e a dor,

só não maldiga a noite que viveu
já que entregando a Baco teu futuro,
beber é qual jogar dado inseguro.

Um comentário em “Soneto dos bebedores

  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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