Soneto do fado inevitável

Avisa-me um bom amigo, cuidado,
e agradecido lhe digo, terei.
Mas aqui dentro comigo, bem sei,
sendo um poeta, qual é o meu fado.

Se uma bela mulher tenho ao meu lado,
seu olhar e sorriso, que farei?
É fato que meu siso perderei
e será impreciso meu estado.

Mal curei-me da última ferida;
eu jurei resistir, agora é tarde
avisar dos perigos desta vida.

Queima de repente, meu peito invade,
foi luta que já começou perdida:
meu coração se foi na chama e arde.

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  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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