O senhor do caos

Eu te mostrarei cuidado
e te farei mil carinhos;
meu peito será teu ninho
se me fizeres amado.

Pois eu tenho para te dar
todo amor que houver neste mundo.
Como um abismo, sou profundo,
então não se deixe enganar:

Eu sou um anjo caído
E por demônios sou seguido
E por onde eu sigo
O inferno segue comigo
Deixo um rastro de dor
Por onde passo, aonde eu for
Sou a morte disfarçada de vida
Eu sou sangue jorrando da ferida
Eu sou a rocha que não se abala
Depois de tantas ondas a mudá-la
Por trás destes olhos tristes
Todo o mal e a dor que existe
Ninguém vê, ninguém há de entender
A erva não há mais de crescer
Onde minha mão eu pousar
Sou folha morta solta no ar
Eu sou o olho do furacão
Tu pensarás ser zelo
Só prenderei teu coração
Pelo prazer de tê-lo
Afaste-se de mim
Só haverá lágrimas no fim
Todas as vezes te direi sim
Mas não se iluda: eu só penso em mim
Eu sei o que sentes
Adivinho tua mente
Tu mentes, finjo acreditar
A mentira maior é a minha
Eu sou um egoísta, estás sozinha
Eu invado e destruo, eu sou o mar
Impassível a passar

Eu tenho o mal em minhas mãos
Eu sou o senhor do caos
Eu tenho o poder em minhas mãos
Eu sou o senhor do caos
Eu tenho tudo em minhas mãos
Eu sou o senhor do caos
Eu tenho o caos em minhas mãos
Eu sou o senhor

E quando tudo terminar, enfim
Meu choro será um rio, mas não existe mal
Não se engane: eu sempre rio no final

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  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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