Soneto de confissão

De todos os meus malfadados vícios,
confesso: o maior é me apaixonar.
Preciso de paixão como de ar;
se bem me lembro, assim fui desde o início,

pronto para saltar do precipício
nas chamas de um novo amor a queimar.
Só me importa o que é intenso penar;
sou da linha direta de Vinicius.

Se eu amo, minha cabeça não pensa,
meu coração faz o que bem quiser.
Sou poeta ateu, eu não tenho crença,

porém se existe em mim alguma fé
é de que até que a morte enfim me vença
perdido estarei por uma mulher.

Um comentário em “Soneto de confissão

  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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