Admira, mulher, que breve momento

Admira, mulher, que breve momento
como o sol em pleno inverno a se pôr:
é bonito, mas assim que se for,
restará o frio e o tão gélido vento.

Nenhuma súplica, nenhum invento,
nenhuma lágrima irá evitar,
qual a chuva que despenca do ar,
nada impedirá esse movimento.

A noite descerá como uma manta
e parecerá jamais ter um fim,
teu desespero de nada adianta.

Mas verás que o sol se levanta ainda:
tanto para ti quanto para mim,
mesmo a mais fria das noites também finda.

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  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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