Soneto das cinzas da paixão

Já passaram os delírios febris
agora que eu encaro mais um fim.
Eu não me queixo, porém, já que enfim
sei que procurei aquilo que quis.

Cada amor que finda, uma cicatriz:
deixo marcas em ti, marcas em mim,
tua mágoa, meu desprezo. Ainda assim,
não me arrependo de nada que fiz

pois o meu coração nunca se cansa
de crer em um sentimento augusto.
Vai-se o que nós fomos, resta a lembrança

consumida em paixão. Mas a que custo,
se te deixo a tristeza como herança?
Hoje bem sei – o amor nem sempre é justo.

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  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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