Ninfa tão bela, ninfa tão leve

Ninfa tão bela, ninfa tão leve,
sendo tua vida ainda tão breve,
tão sem cuidado, como te atreves
a vir tão perto dos meus reveses?

Ninfa tão linda, boca tão doce,
como eu queria que puro eu fosse
e assim perfeito cada momento
e livre sempre de sofrimento.

Velho sátiro eu sou,
maturado na dor;
que procuras aqui
antes que vás partir?

Ninfa tão livre pelo ar revolta,
da noite és filha, ninfa tão solta,
pertence à terra, o fogo consome;
com teus abraços mata-me a fome.

Ninfa tão jovem, inconsequente,
rosa em botão, desejo das gentes,
sossega a sede, acalma-me a mente
em tua cascata de águas tão quentes.

Velho fauno que sou,
calejado no amor;
que procuras enfim
assim junto de mim?

Um comentário em “Ninfa tão bela, ninfa tão leve

  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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