Profunda cela 44

Na solidão profunda da minha triste cela
onde assolam-me as lembranças que inda tenho dela
e a melancolia é minha musa perene,
por que vaga em pensamentos o meu coração
se ela não me concede meu sonhado perdão
por mais que eu implore e mude e sofra e tente e pene?

Como eu anseio que salve-me uma só mensagem!
Eu vejo seu nome, como uma doce miragem.
Oh, nome para sempre triste, sempre querido,
escrito em minhas lágrimas que esperam um sim,
escapa em suspiros em tantas noites sem fim:
chamo e clamo, salve-me do desterro sofrido!


Livremente traduzido e adaptado de trecho de “De Eloísa para Abelardo” de Alexander Pope.

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