Admira, fauno, teu triste momento

Admira, fauno, teu triste momento
como o sol na primavera a se pôr:
é bonito, mas assim que se for,
findará mais um dia de sentimento.

Nenhuma súplica, nenhum invento,
nenhuma lágrima irá evitar,
qual as ondas voltam vindo do mar
nada impedirá este teu tormento.

A noite descerá como uma manta,
tudo parecerá ser tão ruim,
teu desespero de nada adianta.

Mas verás que sempre há o que esperar:
mesmo a escuridão também tem um fim,
cedo ou tarde há de surgir luar.

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  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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