Soneto da perdição

Ela inebriantemente surgiu
roubando minha razão e sentidos;
sem perceber acabei por vencido
em seu olhar que me enganou sutil.

Ela então bem fez o jogo que quis
e eu tanto desejei este tormento
que não consigo resistir, nem tento,
consumido em chamas, sofro feliz.

Desejo que pulsa, insana paixão,
barragem que rebenta a dar vazão,
é fome que vem depois do jejum.

Um fogo que arde sem controle algum,
não posso impedir, é trabalho em vão:
loucura que me leva à perdição.

Um comentário em “Soneto da perdição

  1. Pingback: Sob o signo de Pã

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