Poslúdio

Falta-me a justa força e sinto o ar espesso,
o peso no meu corpo agora que entardeço.
Ninfas, eu me despeço em um último adeus:
vos tornais uma sombra em velhos sonhos meus.

Enfim chegou a noite e apareceu a lua.
Que vejo ali tão doce e que já se insinua?
Ah, toda essa beleza eu imagino nua!
Vai, coração, transborda agora a paixão tua!


Inspirado por “L’après-midi d’un faune” de Stéphane Mallarmé.

Um comentário em “Poslúdio

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